Public letter in defense of the community of Cajueiro (Brazil)

by União de Moradores Proteção Jesus do Cajueiro et al | 12 Aug 2019
(Photo: @giovana/Giovanakury)


We express our indignation at the threat of imminent forced eviction of residents of the community of Cajueiro for the construction of a private port of the company WPR São Luís Gestão de Portos e Terminais Ltda (currently TUP Porto São Luís S/A) - in São Luís de Maranhão, in Brazil - in a large eviction operation scheduled by the Maranhão military police to occur at any time from the morning of this Monday, 08.12.2019.

We denounce the existence of numerous arbitrariness that subsidize the measures ordered against the traditional population of Cajueiro, with the intention of destroying their homes, compromising their lives and producing invaluable consequences for the environmental and cultural heritage of the island of São Luís. If the port activities are concretized, they will affect mangroves and important areas for traditional farming and fishing throughout the region - already affected by other companies and ports - and will also damage the Terreiro do Egito, the first Terreiro de Mina of Maranhão, a religious, cultural and archaeological heritage for religions of African origin.

More than 180 military police officers are being mobilized for the tragic eviction of around 28 families, eliminating agricultural and fruit/nut collection areas and disallowing fishing, without compensation or resettlement, as they are considered invaders. A second planned dispossession act is based on an expropriation decree under justification of public utility and is to be carried out against six families, considered to be long living in the locality. The sequences of acts of expropriation against the families of that community shall still be extended, reaching 80 more families, in order to build the access route to the port terminal.

The site of Cajueiro or the town of Cajueiro or Bom Jesus do Cajual, as it was known, consists of five small nuclei called Parnauaçu, Andirobal, Guarimanduba, Morro do Egito and Cajueiro. Part of its territory (Parnauaçu, which is exactly where the port is intended to be built) is also within the perimeter of the Tauá-Mirim Collection Reserve (RESEX). The RESEX, recognized by the traditional communities of the rural areas of São Luís, has already been studied and delimited by the public institution responsible for the environmentally protected areas in Brazil (ICMBio), but this was never decreed by the federal government, due to the economic interests that fall upon the region. There is a sentence that protects the inhabitants of the RESEX against acts of dispossession, in the public civil action 0036138-02.2013.4.01.3700 (8th Federal Court of São Luís-MA) presented by the Federal Prosecutor's Office, which is being ignored.

Since 2014, a consortium of companies has been trying to build this private port in the community of Cajueiro. According to Correio Brasiliense newspaper (03.18.2018), 51% of the consortium's total stake belongs to China Communications Construction Company (CCCC), the largest infrastructure company in the Asian country. Lyon Capital owns 20%, WPR owns 24% and the rest belongs to other shareholders. Its objective is to export millions of tons of soybeans and corn to Europe and China. Therefore, it joins other enterprises in the Cerrado - the most biodiverse savanna in the world that covers Central Brazil - that require an exit by sea to the international market, as is the case of monoculture plantations in the agricultural frontier of the Cerrado – the so-called MATOPIBA. Composing the “MA” of the acronym that involves areas of other three states (Tocantins, Piauí and Bahia), the state of Maranhão reinforces a policy of becoming an export corridor for the MATOPIBA, to the detriment of its people and its history.

The business consortium has used several illegal strategies since 2014: arbitrary destruction of homes on Christmas Eve 2014; cooptation and demobilization of residents; use of private militias; impediment to free movement on public roads; deforestation; grounding of mangroves and streams; among others. Before the aggressions of the company to the possession of the residents of Cajueiro, the Office of the Public Defender of the State, in 2014, presented a Public Civil Action in its defense (ACP No. 46221- 97.2014.8.10.0001 – Collective and Diffuse Interest Court of São Luís - MA), having obtained a resolution that prohibits the port company from any act that prevents the free exercise of possession by the residents of Cajueiro. This ruling is still in force, but the company and the Government of Maranhão are trying to silence its existence.

The eviction decision that they now seek to comply, therefore, conflicts with an ACP decision that protects the tenure of the Cajueiro population over their territory. The impending forced eviction operation comes from an action moved in 2014 by the port company against the Union of Residents of Cajueiro. In July 2019, a court order was granted against the association. Although there are residents affected by the decision that are not even associated with it (which excludes their right to defense) and even if there is a judicial decision in conflict, the Government of Maranhão intends to carry out the eviction in a surprise operation without clarifying the exact day it will occur, causing a climate of terror among residents.

In the Court of Justice of Maranhão there are appeals to address these and other serious illegalities, but the economic power of the company has obtained support even from the Department of Human Rights of the State so that the eviction operation is carried out immediately, to create an accomplished and irreversible fact: the destruction of the Community of Cajueiro.

Therefore, we demand that the Government of Maranhão suspend, as a matter of urgency, the eviction operation scheduled to be carried out at any time from the morning of Monday, August 12, 2019, so that all existing aspects in pending judicial appeals can be clarified before the Court of the State of Maranhão.

On August 11, 2019, this letter is signed by:

União de Moradores Proteção Jesus do Cajueiro
AAAPJ – Associação dos Apicultores e Apicultoras de Presidente Juscelino
ACESA – Ação Comunitária de Educação em Saúde e Agricultura
ACR/MA – Animação dos Cristãos no Meio Rural Agência Tambor
AMAVIDA – Associação Maranhense para a Conservação da Natureza
Amigos da Terra/Amazônia Brasileira
AMUPLUMA – Associação de Mulheres de Paço do Lumiar
ANA – Articulação Nacional de Agroecologia
ANDES – Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior
APA– TO – Alternativa para a Pequena Agricultura no Tocantins
APLEC – Associação dos Produtores de Leite de Codó
Articulação Internacional de Atingidas e Atingidos pela Vale
Articulação PomerBR
ASA/MA – Articulação do Semiárido Brasileiro
Associação da Comunidade Quilombola Riachuelo e Adjacências – Cururupu/MA
Associação de Capoeira Aruandê
Associação de Moradores do Residencial Cajueiro – Paço do Lumiar/MA
Associação de Moradores do Residencial Eugênio Pereira
Associação de Mulheres Semeando a Resistência – Rosário/MA
Associação de Mulheres Unidas pela Agroecologia – Morros/MA
Associação dos Agricultores de Nova Descoberta – S. Raimundo das Mangabeiras
Associação dos Produtores Rurais Quilombolas de S.ta Rosa dos Pretos – Itapecuru Mirim/MA
Associação Quilombola do Andirobal
Banco de Dados das Lutas e Resistências à Política de Modernização Territorial no Vale do Jaguaribe – DATALURE (UECE)
BePe - Argentina
Brazilian Women’s Group/Grupo Mulher Brasileira – EUA
Brigadas Populares
Campanha Nacional em Defesa do Cerrado
Cáritas Regional Maranhão
CCN – Centro de Cultura Negra
CDVDHCB – Centro de Defesa da Vida e Direitos Humanos Carmem Bascaran
CEAFRO Maria Firmina/UFMA
CEBI/MA – Centro de Estudos Bíblicos do Maranhão
Central Sindical e Popular CSP CONLUTAS
Centro Acadêmico “29 de Maio” – UFMA
CIMI/GO – Conselho Indigenista Missionário
CIMI/MA – Conselho Indigenista Missionário
CIMI/TO – Conselho Indigenista Missionário
CIPCA Santa Cruz – Bolívia
CISAF – Centro de Integração Sócio Cultural Aprendiz do Futuro Clube de Mães da Pindoba
Coletivo de Assessoria Jurídica Universitária Popular – CAJUP – Catarina Mina
Coletivo de Mulheres Ufmistas
Coletivo MAPA
Coletivo Margarida Alves de Assessoria Popular
Comissão de Direitos Humanos da OAB/MA
Comissão Pastoral da Terra – CPT Araguaia– Tocantins
Comissão Pastoral da Terra – CPT Nacional
Comissão Pastoral da Terra – CPT/AC
Comissão Pastoral da Terra – CPT/MA
Comissão Pastoral da Terra – CPT/PA
Comissão Pastoral da Terra – CPT/PI
Comitê de Defesa dos Direitos dos Povos Quilombolas de Santa Rita e Itapecuru Mirim
Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente a Mineração
Conselho Tutelar da Área Rural
CooperAcción – Peru
COOPERMUNIM – Cooperativa Agroecológica e Solidária da Região do Baixo Munim
Coordenação Nacional da MARCHA DAS MARGARIDAS
CTA/ZM – Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata (MG)
Diretório Municipal do PSOL – Santa Rita/MA
Diretório Municipal do PSOL – São Luis/MA
Dom Valdeci Mendes – Bispo Diocesano de Brejo/MA e Bispo Referencial das
Pastorais Sociais do Regional NE5 da CNBB
Equipe CEBs Maranhão
ESPLAR – Centro de Pesquisa e Assessoria Popular/CE
FAOR – Fórum da Amazônia Oriental
FASE – Federação de Órgão para Assistência Social e Educacional
FEAB/MA – Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil Federação
UNICAFES/MA – União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária
FEESMA – Fórum Estadual de Economia Solidária
FESPEMA – Federação dos Sindicatos de Pescadores e Pescadoras Profissionais Artesanais, Aquicultores, Marisqueiros, Criadores de Peixe, Marisco e Trabalhadores na Pesca do Estado do Maranhão
FETAEMA – Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras do Estado do Maranhão
FIAN Brasil
FIAN Internacional
FMSAN – Fórum Maranhense de Segurança Alimentar e Nutricional Fórum Carajás Frente Quilombola/RS
GCB - Grupo Carta Belém
GEDMMA – Grupo de Estudos Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente/UFMA
GMNMF – Grupo de Mulheres Negras Maria Firmina
Grassroots Internacional – EUA
Grito dos Excluídos Continental
Grupo de Estudos de Dinâmicas Territoriais – GEDITE – UEMA
Grupo de Estudos Regionais Socioespaciais – GERES (UNIFAL)
Grupo de Estudos sobre Trabalho, Espaço e Campesinato GETEC (UFPB)
Grupo de Mulheres Negras Mãe Andresa
Grupo de Pesquisas em Geografia Agrária e Conservação da Biodiversidade – GECA (UFMT)
Grupo de Política Agrária, Urbana e Ambiental do ANDES
Grupo Novo Olhar – Bacabeira/MA
GT de Mulheres da Articulação Nacional de Agroecologia
Heñoi – Paraguai
IBASE – Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas
Igreja Adventista do Sétimo Dia
IMMARH – Instituto Maranhense de Meio Ambiente e Recursos Hídricos
Iniciativa Amotocodie – Paraguai
Instituto PACS
JNT – Justiça nos Trilhos
Jornal Vias de Fato
Jubileu Sur – Argentina
Juntos – Coletivo de Juventude
Justiça Global
Laboratório de Estudos Regionais e Agrários no Sul e Sudeste do Pará – LERASSP (UNIFESSPA)
Laboratório de Estudos Rurais e Urbanos – LABERUR (UFS)
Laboratório de Estudos Territoriais – LABET (UFMS)
Laboratório de Geografia Agrária – LAGEA (UFU)
Laboratório de Geografia das Lutas no Campo e na Cidade – GEOLUTAS (UNIOESTE)
Laboratório de Geografia e Dinâmicas Trerritoriais de Goiás – LAGET (UFG)
Levante Popular da Juventude/MA
MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens
MAM – Movimento pela Soberania na Mineração
MID – Movimento em Defesa da Ilha
MIQCB – Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu do Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins
MML – Movimento de Mulheres em Luta
MOQUIBOM – Movimento Quilombola do Maranhão
Movimento Águas e Serras de Casa Branca – Brumadinho/MG
Movimento de Pequenos Agricultores – MPA/BA
MPP – Movimento de Pescadores e Pescadoras
MSP – Movimento de Saúde pelos Povos
MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
NEA – Núcleo de Estudos em Agroecologia – IFMA/Monte Castelo
NEA Mearim – Núcleo de Estudos em Agroecologia IFMA/Mearim
NEGO – Núcleo de Estudos Geográficos/UFMA
NERA – Núcleo de Estudos e Pesquisa em Questão Agrária/UFMA
Núcleo de Assessoria Jurídica Universitária Popular NAJUP
Negro Cosme – UFMA
Núcleo de Estudos Agrários – NEAG (UFRGS)
Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Desenvolvimento, Espaço e Conflitualidade (NEADEC) – UFPA
Núcleo de Estudos Territoriais e Agrários – NATERRA (UFTM)
Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária – NERA (UNESP – P. Prudente)
Núcleo Educamemória
PESACRE – Grupo de Pesquisa e Extensão em Sistemas Agroflorestais do Acre
Plataforma Operário e Camponesa de Água e Energia – Maranhão
Programa de pós– graduação em Cartografia Social e Política da Amazônia – PPGSPA–UEMA Projeto Brasil Popular (Mineração)
P STU – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
Quilombo Urbano
RAMA – Rede de Agroecologia do Maranhão
Rede Jubileu Sul
Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas
REDES Amigos da Terra – Uruguai
REMADD – Rede Maranhense de Diálogo sobre as Drogas
RENAP/MA – Rede Nacional de Advogados Populares
RIAEP – Rede Internacional de Pesquisa Ação e Educação Popular
Secretaria Executiva da CNBB – Nordeste 5
SEEB- MA – Sindicato dos Bancários do Maranhão
SINASEFE/Monte Castelo – Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica
Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadores Rurais de Santarém/PA
SINPRORURAL de Buriti Bravo/MA
SINTRAJUFE MA – Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal e MPU no Maranhão
Sobrevivência – Paraguai
STIU– MA – Sindicato dos Urbanitários do Maranhão
Terra de Direitos
TIJUPA – Associação Agroecológica Tijupá
União de Moradores do Rio dos Cachorros
União de Moradores do Taim
União de Moradores Proteção Jesus do Cajueiro
UNICQUITA – União das Comunidades Negras Rurais Quilombolas de Itapecuru Mirim
UNIQUITUBA – União dos Quilombos de Anajatuba

And also by:
Leilani Farha - United Nations Special Rapporteur on the Right to Housing

Media may contact Carlos Pereira of the organisation Tijupá at +55 98 988968895
Author: União de Moradores Proteção Jesus do Cajueiro et al
Links in this article:
  • [1]